Intoxicações Agudas em Pediatria

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Breve resumo:
Introdução: As intoxicações agudas em Pediatria são uma causa frequente de recorrência ao serviço de urgência e revestem-se de particular importância pela morbilidade associada.Material e Métodos: Análise retrospetiva dos internamentos por intoxicação aguda no Serviço de Observação (SO) do Serviço de Urgência de Pediatria do Hospital de Cascais entre janeiro de 2013 e dezembro de 2019.Resultados: Durante o período estudado, registaram-se 546 admissões em SO por intoxicação aguda (2,72% das admissões). Destas, 228 corresponderam a intoxicações involuntárias, sendo 205 por ingestão de tóxicos (70,2%: fármacos, 20%: produtos de utilização doméstica), apresentando as crianças uma idade mediana de 2,7 anos. Cerca de 39% das crianças apresentavam sintomas, com necessidade de realização de antídoto em 4 casos. Os restantes casos (n=23) corresponderam a intoxicação por monóxido de carbono. Observámos 130 intoxicações medicamentosas voluntárias, a maioria em adolescentes do sexo feminino com mediana etária de 16 anos e com 70,8% com antecedentes de patologia do foro psiquiátrico. Dos fármacos implicados destacam-se os atuando ao nível do sistema nervoso central como os mais frequentemente escolhidos (69,36%). Por fim, 188 admissões corresponderam a intoxicações etanólicas agudas em jovens com idade mediana de 15,7 anos, sendo 56,4% do sexo masculino. Destaca-se um consumo concomitante de canabinoides em 16,5% dos adolescentes.Conclusão: O perfil das intoxicações agudas neste estudo é semelhante ao verificado na Europa. O resultado observado torna premente a necessidade de reforçar as medidas preventivas junto da comunidade, papel que cabe não só aos profissionais de saúde como a toda a sociedade.​



Info Adicional:
Introdução: As intoxicações agudas em Pediatria são uma causa frequente de recorrência ao serviço de urgência e revestem-se de particular importância pela morbilidade associada.Material e Métodos: Análise retrospetiva dos internamentos por intoxicação aguda no Serviço de Observação (SO) do Serviço de Urgência de Pediatria do Hospital de Cascais entre janeiro de 2013 e dezembro de 2019.Resultados: Durante o período estudado, registaram-se 546 admissões em SO por intoxicação aguda (2,72% das admissões). Destas, 228 corresponderam a intoxicações involuntárias, sendo 205 por ingestão de tóxicos (70,2%: fármacos, 20%: produtos de utilização doméstica), apresentando as crianças uma idade mediana de 2,7 anos. Cerca de 39% das crianças apresentavam sintomas, com necessidade de realização de antídoto em 4 casos. Os restantes casos (n=23) corresponderam a intoxicação por monóxido de carbono. Observámos 130 intoxicações medicamentosas voluntárias, a maioria em adolescentes do sexo feminino com mediana etária de 16 anos e com 70,8% com antecedentes de patologia do foro psiquiátrico. Dos fármacos implicados destacam-se os atuando ao nível do sistema nervoso central como os mais frequentemente escolhidos (69,36%). Por fim, 188 admissões corresponderam a intoxicações etanólicas agudas em jovens com idade mediana de 15,7 anos, sendo 56,4% do sexo masculino. Destaca-se um consumo concomitante de canabinoides em 16,5% dos adolescentes.Conclusão: O perfil das intoxicações agudas neste estudo é semelhante ao verificado na Europa. O resultado observado torna premente a necessidade de reforçar as medidas preventivas junto da comunidade, papel que cabe não só aos profissionais de saúde como a toda a sociedade.



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