RSS Cientifico geral Impacto dos rankings nas práticas da Organização Escolar Pública Portuguesa

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Breve resumo:
Os rankings despertam, desde a sua primeira divulgação, em 2001, opiniões diversas, justificadas, por vários autores com a sua ambiguidade face aos critérios do que se avalia, facto que tem suscitado, de forma continuada, o interesse e a reflexão de decisores políticos, de gestores escolares, docentes, encarregados de educação e do público em geral. A discussão sobre os mesmos ganha cada vez mais ênfase, sobretudo porque passaram a ser percecionados como um instrumento de avaliação da qualidade escolar fiável e credível, num contexto em que o tema da avaliação da qualidade das escolas é cada vez mais incontornável, no atual panorama educativo. O objetivo geral da nossa investigação consiste em investigar como se desenvolvem as práticas da organização escolar no contexto da pressão dos rankings com o propósito de verificar se esta interfere com o contexto organizacional em que os docentes se movem e se este, por sua vez, condiciona a forma de agir dos professores e da escola em que trabalham. Para o efeito realizamos um estudo que se enquadra no paradigma qualitativo e na abordagem interpretativa, tendo-se optado pelo estudo de caso, uma escola pública da região Norte de Portugal, como estratégia de investigação. A recolha de dados foi feita com recurso às técnicas de questionário, entrevista, e análise documental. Os dados foram tratados através da análise estatística e de conteúdo. A investigação revelou que a aceção da escola como um espaço de aprendizagem participado, integrador, pautado pela exigência e por aprendizagens efetivas e significativas nas áreas de competência consignadas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, 26 de julho), plasmada no Projeto Educativo, tende a ficar comprometida, na medida em que os participantes reconhecem que o acompanhamento mais individualizado dos alunos com mais dificuldades se torna difícil em disciplinas com exame nacional. Constata-se que pressionados pelos resultados e preocupados com a imagem da escola, aos professores falta tempo e disponibilidade para atender à diferença e ao particular; à experimentação de novos métodos e estratégias para poder responder, de acordo com o compromisso de uma escola inclusiva, promotora da equidade e da democracia. Acresce ainda o facto de os professores reconhecerem a necessidade de adotar práticas de gestão do currículo que potenciem o sucesso dos alunos nos exames, pelo que tendem a ensinar para o que consideram que vai ser perguntado nos exames e a adotar instrumentos de avaliação (designadamente testes sumativos) procurando praticamente replicar o ambiente de exame.​



Info Adicional:
Os rankings despertam, desde a sua primeira divulgação, em 2001, opiniões diversas, justificadas, por vários autores com a sua ambiguidade face aos critérios do que se avalia, facto que tem suscitado, de forma continuada, o interesse e a reflexão de decisores políticos, de gestores escolares, docentes, encarregados de educação e do público em geral. A discussão sobre os mesmos ganha cada vez mais ênfase, sobretudo porque passaram a ser percecionados como um instrumento de avaliação da qualidade escolar fiável e credível, num contexto em que o tema da avaliação da qualidade das escolas é cada vez mais incontornável, no atual panorama educativo. O objetivo geral da nossa investigação consiste em investigar como se desenvolvem as práticas da organização escolar no contexto da pressão dos rankings com o propósito de verificar se esta interfere com o contexto organizacional em que os docentes se movem e se este, por sua vez, condiciona a forma de agir dos professores e da escola em que trabalham. Para o efeito realizamos um estudo que se enquadra no paradigma qualitativo e na abordagem interpretativa, tendo-se optado pelo estudo de caso, uma escola pública da região Norte de Portugal, como estratégia de investigação. A recolha de dados foi feita com recurso às técnicas de questionário, entrevista, e análise documental. Os dados foram tratados através da análise estatística e de conteúdo. A investigação revelou que a aceção da escola como um espaço de aprendizagem participado, integrador, pautado pela exigência e por aprendizagens efetivas e significativas nas áreas de competência consignadas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, 26 de julho), plasmada no Projeto Educativo, tende a ficar comprometida, na medida em que os participantes reconhecem que o acompanhamento mais individualizado dos alunos com mais dificuldades se torna difícil em disciplinas com exame nacional. Constata-se que pressionados pelos resultados e preocupados com a imagem da escola, aos professores falta tempo e disponibilidade para atender à diferença e ao particular; à experimentação de novos métodos e estratégias para poder responder, de acordo com o compromisso de uma escola inclusiva, promotora da equidade e da democracia. Acresce ainda o facto de os professores reconhecerem a necessidade de adotar práticas de gestão do currículo que potenciem o sucesso dos alunos nos exames, pelo que tendem a ensinar para o que consideram que vai ser perguntado nos exames e a adotar instrumentos de avaliação (designadamente testes sumativos) procurando praticamente replicar o ambiente de exame.



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