Estudos da infância na América do Sul: pesquisa e produção na perspectiva da sociologia da infância

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Breve resumo:
Nos últimos anos, pode-se visualizar o aumento das produções e das publicações sobre o tema da infância pela ótica dos cientistas sociais, que a têm investigado sob nova perspectiva, assim como discutido e verificado outras possibilidades metodológicas de se realizar pesquisas com e sobre crianças, num movimento de busca de compreensão do seu papel e do da infância no mundo contemporâneo. Ao considerar que o campo da sociologia da infância tem produção internacional e que pesquisadores de diferentes países têm apresentado suas pesquisas em congressos da área e publicado seus trabalhos em livros ou periódicos, verificou-se que há pouca informação sobre estudos da infância na América do Sul. Esta pesquisa propôs-se a investigar o desenvolvimento do campo em ao menos dois países deste continente, a fim de compreender o que se tem pesquisado e produzido na perspectiva da sociologia da infância. A investigação mapeou, considerando o período de 2010 a 2013, as produções de autores sul-americanos hispano-falantes, por meio da consulta a diferentes bases de dados, da realização de visitas aos países escolhidos para melhor conhecimento da produção, e de entrevistas com os pesquisadores. Para a compreensão da configuração do campo na América do Sul, recorreu-se ao conceito de campo científico em Bourdieu, sendo que, com as contribuições da obra desse autor, juntamente com a realização da análise de conteúdo, foram identificados os temas consagrados nas publicações, as abordagens teóricas, os caminhos metodológicos, as áreas predominantes nos estudos, e os elementos que estruturam o campo na Argentina e no Chile, países investigados. Considera-se que o campo da sociologia da infância e o campo interdisciplinar dos estudos sociais da infância convivem nesses países, como resultado das diferentes formações dos pesquisadores do campo e dos variados contextos de vida das crianças. Constata-se que, num primeiro momento, as produções europeia e norte-americana tiveram grande influência na realização de investigações científicas nos países investigados, mas conclui-se que os movimentos próprios do campo podem estruturar outros caminhos para as produções e teorizações da infância no hemisfério sul.​



Info Adicional:
Nos últimos anos, pode-se visualizar o aumento das produções e das publicações sobre o tema da infância pela ótica dos cientistas sociais, que a têm investigado sob nova perspectiva, assim como discutido e verificado outras possibilidades metodológicas de se realizar pesquisas com e sobre crianças, num movimento de busca de compreensão do seu papel e do da infância no mundo contemporâneo. Ao considerar que o campo da sociologia da infância tem produção internacional e que pesquisadores de diferentes países têm apresentado suas pesquisas em congressos da área e publicado seus trabalhos em livros ou periódicos, verificou-se que há pouca informação sobre estudos da infância na América do Sul. Esta pesquisa propôs-se a investigar o desenvolvimento do campo em ao menos dois países deste continente, a fim de compreender o que se tem pesquisado e produzido na perspectiva da sociologia da infância. A investigação mapeou, considerando o período de 2010 a 2013, as produções de autores sul-americanos hispano-falantes, por meio da consulta a diferentes bases de dados, da realização de visitas aos países escolhidos para melhor conhecimento da produção, e de entrevistas com os pesquisadores. Para a compreensão da configuração do campo na América do Sul, recorreu-se ao conceito de campo científico em Bourdieu, sendo que, com as contribuições da obra desse autor, juntamente com a realização da análise de conteúdo, foram identificados os temas consagrados nas publicações, as abordagens teóricas, os caminhos metodológicos, as áreas predominantes nos estudos, e os elementos que estruturam o campo na Argentina e no Chile, países investigados. Considera-se que o campo da sociologia da infância e o campo interdisciplinar dos estudos sociais da infância convivem nesses países, como resultado das diferentes formações dos pesquisadores do campo e dos variados contextos de vida das crianças. Constata-se que, num primeiro momento, as produções europeia e norte-americana tiveram grande influência na realização de investigações científicas nos países investigados, mas conclui-se que os movimentos próprios do campo podem estruturar outros caminhos para as produções e teorizações da infância no hemisfério sul.



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