RSS Cientifico geral Autismo : o significado como processo central

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Breve resumo:
A procura de um défice mental específico no autismo, originado por quaisquer que sejam as suas causas a de natureza biológica, tem sido o fulcro de muita da investigação psicológica nos últimos cinquenta anos. Diferentes défices, de algum modo relacionáveis com uma disfuncionalidade de organização dos significados não-verbais, temática defendida neta Tese, têm sido referidos na literatura, apresentando hipóteses heuristicamente fortes, e investigadas a partir de modelos, quer da linha operante, quer da perspetiva do processamento de informação. Esses défices, pode especular-se, estarão por detrás da tendência para a perseveração (sameness), e seriam responsáveis pelas disfunções da representação e pelas dificuldades de desenvolvimento sócio relacional das pessoas com o Sindroma de Kanner. Não têm, contudo que ser primariamente simbólicos. Pelo contrário, qualquer que seja a sua natureza, parece poder conceber-se como pré-verbal, influenciando desde o início do desenvolvimento, as aprendizagens adaptativas destas pessoas, e impondo o conjunto de comportamentos que caracterizam o Autismo. No atual trabalho postula-se a existência de disfuncionalidades, a partir da hipótese de uma falha, no que se teoriza como “unidades de organização semântica não-verbais”, sendo na presente investigação feito um controlo experimental, apenas na modalidade sensorial da visão. Esta falha em “unidades de organização semântica não-verbais” discretas, especula-se, poderia ser assim a responsável pela tendência para a repetição, influenciaria um desenvolvimento disfuncional dos comportamentos verbais, e como consequência última, marcaria de um modo evidente a falta de disponibilidade para o investimento e troca sócio-afectiva, características cobertas ou abertas, que dão expressão comportamental ao “autismo”. Os resultados conseguidos são animadores, parecendo heuristicamente fortes, mas devem ser encarados como preparatórios de investigações com mais poder de generalização a partir de uma amostra de número mais elevado.​



Info Adicional:
A procura de um défice mental específico no autismo, originado por quaisquer que sejam as suas causas a de natureza biológica, tem sido o fulcro de muita da investigação psicológica nos últimos cinquenta anos. Diferentes défices, de algum modo relacionáveis com uma disfuncionalidade de organização dos significados não-verbais, temática defendida neta Tese, têm sido referidos na literatura, apresentando hipóteses heuristicamente fortes, e investigadas a partir de modelos, quer da linha operante, quer da perspetiva do processamento de informação. Esses défices, pode especular-se, estarão por detrás da tendência para a perseveração (sameness), e seriam responsáveis pelas disfunções da representação e pelas dificuldades de desenvolvimento sócio relacional das pessoas com o Sindroma de Kanner. Não têm, contudo que ser primariamente simbólicos. Pelo contrário, qualquer que seja a sua natureza, parece poder conceber-se como pré-verbal, influenciando desde o início do desenvolvimento, as aprendizagens adaptativas destas pessoas, e impondo o conjunto de comportamentos que caracterizam o Autismo. No atual trabalho postula-se a existência de disfuncionalidades, a partir da hipótese de uma falha, no que se teoriza como “unidades de organização semântica não-verbais”, sendo na presente investigação feito um controlo experimental, apenas na modalidade sensorial da visão. Esta falha em “unidades de organização semântica não-verbais” discretas, especula-se, poderia ser assim a responsável pela tendência para a repetição, influenciaria um desenvolvimento disfuncional dos comportamentos verbais, e como consequência última, marcaria de um modo evidente a falta de disponibilidade para o investimento e troca sócio-afectiva, características cobertas ou abertas, que dão expressão comportamental ao “autismo”. Os resultados conseguidos são animadores, parecendo heuristicamente fortes, mas devem ser encarados como preparatórios de investigações com mais poder de generalização a partir de uma amostra de número mais elevado.



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